Como provar que o sorteio não foi armado?

Atualizado em · Equipe Sorteador Grátis

A prova que funciona é a que qualquer pessoa confere sozinha, sem depender da sua palavra. Na prática são quatro coisas: a regra publicada antes do primeiro comentário, um resultado travado antes de ser revelado, um registro público que fica no ar depois do anúncio e suplentes sorteados na mesma rodada. Gravar a tela ajuda, mas sozinho não basta. Print de roleta e vídeo editado não provam nada, porque podem ser repetidos até sair o nome desejado. Abaixo, cada peça explicada sem jargão.

Em resumo: No Sorteador Grátis, cada sorteio gera uma página pública de certificado com código, ganhador e um hash SHA-256 fechado antes do resultado. O embaralhamento usa uma semente que é revelada depois, e qualquer pessoa consegue refazer a conta e conferir que o ganhador não foi escolhido à mão.

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O envelope lacrado: commit-reveal em linguagem simples

Pense num envelope lacrado. Antes de sortear, o sistema escolhe uma semente, que é o número que vai embaralhar a lista, e publica uma espécie de impressão digital dela: o hash SHA-256. Ninguém consegue descobrir a semente olhando o hash, e também não dá para trocar a semente depois sem que o hash mude.

Depois do resultado, a semente é revelada. Qualquer pessoa calcula o hash de novo e vê que bate com o que estava publicado antes. Com a semente em mãos, refaz o embaralhamento da lista (o método se chama Fisher-Yates) e chega ao mesmo ganhador. Isso é o commit-reveal: primeiro você se compromete com algo que não pode mudar, depois mostra o que era.

Diagrama em 3 etapas: o hash SHA-256 é publicado antes do sorteio, o sorteio embaralha os participantes com Fisher-Yates e o certificado público revela a semente para qualquer pessoa conferir
Como o certificado prova que o sorteio não foi armado: o hash é fechado antes do resultado.

O certificado público é o que você posta

No Sorteador Grátis, todo sorteio termina com uma página própria de certificado. Ela mostra o código do sorteio, quem ganhou e o hash que foi fechado antes do resultado. Essa página tem endereço fixo, então você cola o link no anúncio do ganhador, nos Stories ou na resposta a quem perguntar.

A vantagem é parar a discussão antes de ela começar. Quem desconfia abre o link e confere sozinho, no tempo dela, sem você precisar defender o resultado em comentário. E o link continua valendo semanas depois, quando alguém lembrar de perguntar.

Regra escrita antes do primeiro comentário

Nenhuma prova técnica salva uma regra inventada depois. Se a legenda não dizia que cada pessoa concorre uma vez, e o ganhador comentou quarenta vezes, qualquer decisão sua vai parecer conveniente. Escreva na legenda, antes de publicar: o que é preciso fazer, até quando vale, se repetição conta, quantos ganhadores e suplentes, e o prazo para o ganhador responder.

Use os mesmos critérios no sorteador. Se a regra pede uma hashtag ou duas marcações, ative o filtro correspondente. Se a sua loja não concorre, exclua o perfil dela da lista. Assim o que está escrito e o que foi sorteado batem.

Gravar a tela e sortear suplentes

Gravar a tela do começo ao fim, com o link do post visível, mostra que houve uma única rodada. Grave sem cortes e poste inteiro, mesmo que fique longo. Um vídeo com corte abre exatamente a dúvida que você queria fechar.

Sorteie suplentes junto com o ganhador. Se o primeiro não responder no prazo, o prêmio vai para o segundo nome, que já estava publicado desde o início. Você evita um segundo sorteio feito depois, que é o momento em que mais aparece a suspeita de troca. Publique os suplentes na mesma postagem do ganhador, na ordem em que saíram.

O que não prova nada

Print de roleta mostra um nome numa tela, sem nada que diga quantas vezes a roleta girou antes. Vídeo editado tem o mesmo problema: o corte pode esconder as tentativas anteriores. Sortear num papelzinho na frente da câmera prova que houve um papel, e não quais nomes estavam no pote.

Também não convence anunciar o ganhador sem dizer quantas pessoas participaram. Publique o número de participantes únicos e o link do certificado. O que torna o resultado confiável é poder ser refeito por quem não estava lá, a qualquer momento, sem pedir nada a você.

Perguntas frequentes

O que é o hash SHA-256 do certificado?

É uma impressão digital da semente usada no embaralhamento, publicada antes do resultado. Ela não revela a semente, mas muda por completo se alguém trocar a semente depois. Por isso serve de lacre.

Qualquer pessoa consegue conferir o resultado?

Sim. A página do certificado é pública. Com a semente revelada, dá para recalcular o hash, refazer o embaralhamento Fisher-Yates e chegar ao mesmo ganhador.

Gravar a tela do sorteio é suficiente?

Ajuda, principalmente sem cortes. Mas um vídeo sozinho não mostra se houve tentativas antes da gravação. O ideal é somar o vídeo ao link do certificado e à regra publicada antes.

Posso refazer o sorteio se não gostar do resultado?

Tecnicamente o site permite rodar o mesmo post de novo, mas fazer isso para trocar ganhador destrói a confiança. Refaça só quando a regra publicada mandar, como no caso de ganhador que perdeu o prazo.

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